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Zuza Zapata
 

O cantor e compositor Zuza Zapata lança seu primeiro CD, Zuza Zapata (independente, 2009), reunindo músicas - Em Dezembro de 2009 a faixa Carnaval de Luto foi executada na rádio carioca MPB FM, no programa Faro MPB - que escreveu em parceria com Waltinho Carcará, além de poemas. O compositor Silvio Vinhal aponta Zuza como “uma síntese de sua geração”, e considera sua poesia “inteligente e arrebatadora, contemporânea e rica, revestida de uma singeleza que não tem nada de ingênua”.


Lécio Gonçalves de Azevedo Júnior nasceu em Macaé (RJ), em 24 de novembro de 1983. Quando optou pela carreira musical acrescentou o sobrenome “Zapata”, por considerá-lo sonoro, ao apelido “Zuza” que recebeu aos 15 anos, mesma época em que, ao conhecer o rock nacional, mudou radicalmente suas aspirações futuras. Até então Zuza gostava mesmo era de desenhar, criar histórias em quadrinhos e sonhava cursar Arquitetura. O contato com o rock fez com que decidisse escrever letras e se interessasse por poesia e MPB.


Em 2005 mudou-se para o Rio de Janeiro, para estudar Gravação e Produção Fonográfica na Universidade Estácio de Sá, onde conheceu Waltinho Carcará, seu principal parceiro. Esta parceria foi fundamental para que pudesse se dedicar inteiramente à parte da música que mais o fascina, a letra. Waltinho demonstrou logo grande afinidade com Zuza, musicando com maestria as letras que o parceiro lhe entregava. 


O disco começou a ser gravado em março de 2008 no estúdio Pinguin Rei, por outro colega de faculdade, o técnico e produtor Roberto Júnior. O final da gravação, em abril de 2009, aconteceu no estúdio Azul, do músico e produtor Marcio MM Meirelles. Os músicos tiveram liberdade total para criarem no estúdio, pois não havia arranjo escrito. Apenas na mixagem, feita no estúdio Pente Fino por Roberto Júnior, é que a forma final de cada música acabou sendo decidida, um processo que lembra muito o do cinema, principalmente o de documentários.


Também remetem ao cinema boa parte das letras de Zuza, tanto as canções de amor (em Poesia em vida, ele pede à musa que “Vista um figurino/ Para estraçalharmos sentimentos pelas avenidas”) quanto as de temática social (Carnaval de Luto descreve um desfile de escola de samba que é ao mesmo tempo um cortejo fúnebre: “Ouvir a bateria tocar a marcha da tristeza/ Vestir a fantasia confeccionada em perdas/ Descer a alegoria para que tudo escureça”). Zuza não busca encontrar explicações para os fatos que relata (em Estante do Zé, diz à ex-amada: “Talvez o erro seja meu/ Ou talvez o erro seja seu/ Ou também não seja de ninguém) e em Ista, afirma não seguir “nenhuma religião”, tema também presente no poema Eu Não Rezo que é uma das duas faixas assinadas apenas por Zuza – no poema Abertura (Vinheta para Bi), sua voz é emoldurada pela percussão de Gabriel Policarpo.

 

As melodias de Waltinho Carcará são o perfeito complemento para os versos de Zuza Zapata, ora reforçando o que a letra pede - o reggae cria o clima ideal para Azul Ameno - ora enriquecendo-a ao fugir do óbvio – em Ipanema Radioativa, o tema da explosão nuclear é amenizado pela suavidade melódica; e em Amor do Morro, a história do malandro abandonado pela nega não se traduz sonoramente em samba e sim numa canção pop com toques de rock acrescentados pelo solo de guitarra de

Marcio MM Meirelles.

 

 

 
Idealização e Produção
Marcos Pinheiro
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