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Sáloa Farah
Nasce uma intérprete! Herdeira da mais nobre estirpe do cancioneiro brasileiro, singrando nas veias a dramaticidade de Elizete, a iluminação de Elis e ensolarada como Clara, desponta no cenário carioca aos vinte e um anos, Sáloa Farah! É comovente vê-la e ouvi-la! O seu novo CD “De Cartola e de Tamanco” poderia chamar-se “Lágrimas” tal a comoção que surpreendentemente, invadiu a todos que testemunharam no estúdio, quando Sáloa imprimiu definitivamente, sua voz no samba “Não Diga Minha Residência” dos geniais Bide e Marçal.
O duo, em “Injuriado”, de Chico Buarque, com outro talento da mesma geração, Diogo Nogueira, é tão maravilhoso, que nos deixa a certeza que há luz no fim do túnel. A ousadia de regravar “Onze Fitas”, de Fátima Guedes, com uma garra que impressiona e a inédita “Deus Me Livre”, parceria da própria artista com o poeta Paulo César Feital, resgata um aspecto quase esquecido que sempre caracterizou a música brasileira: a preocupação com o caos social do ser humano.
“Vela No Breu”, de Paulinho da Viola e Sérgio Natureza, reveste-se de tal ternura e delicadeza que embarga a quem ouve.
“Seja Breve”, de Noel Rosa, sem nenhum instrumento, torna-se originalíssima no ritmo vocalizado pelos próprios músicos. É hilariante!
“Meu Coração Vacilou”, um samba choro dos jovens compositores Bruno Ribeiro e Edu de Maria, “Doce de Amora”, samba de quadra do também estreante Pedro Moreno e “Mulata da Lavradio” de Sáloa Farah, formam a ala dos novos expoentes da composição nacional, gratas surpresas para os descrentes da safra que surge. Por fim, após ouvir a divina “Dê-me Graças, Senhora” de Cartola e Cláudio Jorge, e deliciar-se com “Melhor Assim”, também de Cláudio Jorge em parceria com Nei Lopes e concluir que nada mais viria, eis que, uma canção argentina, criação de León Gieco, surge numa interpretação histórica. “Solo Le Pido A Dios” é tudo que uma intérprete deseja no decorrer de sua carreira. Sáloa Farah concretizou tal desejo aos vinte e um anos.
NASCE UMA ESTRELA DE TIMBRE SEM IGUAL NOS CÉUS PARA OS PALCOS DO BRASIL.
Paulo César Feital
Ficha Técnica
Produção Executiva – Paulo Farah
Produção Artística – Paulo César Feital
Roteiro – Sáloa Farah e Paulo César Feital
Arranjos – Afonso Machado e Wilson Nunes
Piano – Wilson Nunes
Baixo – Bororó e Afonso Marins
Violão – Luiz Moura e Marcelo Lessa
Bandolim – Afonso Machado
Cavaquinho – Tiago Maka
Sopros – Zé Canuto, Kátia Preta e Maionese.
Bateria – Cássio Acioli e Neguinho
Percussão – Esguleba, Trambique, Digão e Rodrigo La Rosa
Coro – Mariama, Simiama, Wilson Nunes e Paulo César Feital
Técnico de Gravação – Heber
Mixagem e Masterização – Fábio Motta
Gravado no estúdio Castelo, julho e agosto de 2009.
SÁLOA FARAH
O talento de Sáloa Farah para música a acompanha desde a infância. Nascida no Rio de Janeiro, centro de efervescência artístico-cultural, aos quatro anos a futura cantora já emocionava parentes e amigos com suas canções. Segundo Sáloa foi ouvindo rádio que, ainda criança, aprendeu a gostar da música. Quando completou nove anos, o microfone deixou de ser um brinquedo e a menina mostrava sua voz em festas que participava.
A Cantora aprimorou seu dom cursando aulas de violão e começou a se apresentar em bares de Niterói e Rio de Janeiro. Durante a adolescência, além do talento para a música, descobriu no vôlei sua outra paixão. Com 1,74 metro de altura, aos onze anos, Sáloa Farah jogava pelo Iate Clube Jardim Guanabara. Em 2002, defendendo o Fluminense FC, tornou-se campeã estadual de voleibol.
Aos Dezesseis anos, com o sonho já definido, cursou canto na Escola de Música Villa Lobos e participou de vários festivais, entre eles o Festivilla e o Festival de Música do Cepe-Fundão/Petrobras. Neste, a cantora recebeu o prêmio de melhor interprete em 2005. Já na edição de 2006, Sáloa chamou a atenção do público ao interpretar “Pétala”, quando um dos jurados, o músico e compositor Halsey Mendes, encontrou na voz da jovem uma aposta de sucesso para a Música Popular Brasileira.
A identificação do talento de Sáloa Farah com o trabalho de produção musical de Halsey Mendes em 2007, teve como resultado toda a originalidade do seu CD de estréia, “DELICADEZA”. O Trabalho foi acolhido pelo compositor Roberto Menescal, que enriqueceu ainda mais o projeto, incluindo canções marcantes.
Com Menescal, a cantora teve a oportunidade de levar sua voz para o exterior, JAPÃO, onde participou do CD Stevie Wonder in Bossa, Bossa do Papai Noel, Beatles In Bossa, e outros; Interpretando as canções I Wish, Blue Christmas, This Christmas, Winter Song, Lucy in The Sky With Diamonds, Don’t Stop Me Now, Hey There Delilah, I Dre Amed a Dream, I Would Die For You, She’s Got The Look, Start Me Up, The Weight, Walking On The Moon, Wonderful Tonight, The Sweet Scape, Labels or Love e outras, totalizando 26 ( vinte e seis ) músicas gravadas.
Em 2009, Sáloa conheceu o Poeta e Compositor Paulo César Feital e fizeram a primeira parceria musical criando a canção “Deus Me Livre”. A criação não parou por aí, Feital já admirador da voz e do talento da intérprete, aceitou fazer a Produção artística do segundo CD da cantora. Foram mais de dois meses, cerca de quatrocentas canções ouvidas, até se chegar a uma definição. Por Fim, Nasce o segundo álbum de Sáloa Farah, que canta e surpreende a quem ouve a dona da voz. Essa mesma voz que preenche o espaço de quatorze faixas de um CD corajoso e autêntico como o Brasil, que resolveu cantar “De Cartola e de Tamanco”. |